LINHAS DE TRABALHO

AS 7 LINHAS DA UMBANDA

Na Casa de Guerreiros de Xangô cultuamos 7 Orixás na Umbanda.

Cada Terreiro tem a liberdade de culto e fundamentos e respeitamos isso, não está errado.

Cada casa tem a sua liberdade nos fundamentos e na prática e cada membro se enquadra na casa em que sua consciência e coração se acalma e evolui. Nossa raiz é a Umbanda Pai Maneco, nossa casa mãe, e assim aprendemos a cultuar as 7 Linhas da Umbanda.

Na Quimbanda cultuamos Omolu e Nanã.

A importância em saber qual é o seu Orixá é bem simples: equilibrar-se. Muitos filhos quando descobrem que são filhos de um certo Orixá se vangloriam e desprezam os demais. Ledo engano! Aí que a sabedoria deve prevalecer e entender que todas as forças cósmicas estão presentes em você. Umas mais fortes, outras nem tanto. A grande sacada é você equilibar todas estas forças cósmicas. Certamente você será um espírito mais acolhedor, amável, sereno, determinado, justo, sábio e benevolente.

Ou seja, equilibrado!

(retirado Terreiro Vovó Benta)

Oxalá

Oxalá é o maior Orixá da Umbanda, estando abaixo apenas de Olorum, Deus Supremo. Foi
criado a partir do ar, que havia no início dos tempos, e das primeiras águas, pelo mesmo Deus
Supremo, Olorum.
Representado por uma estrela de cinco pontas, é sincretizado como Jesus Cristo e representa a
paz e a fé.
Na umbanda, sua tarefa foi a de criação do ser humano. Ele envia vibrações que estimulam a
fé individual, assim como irradiações que geram sentimentos de religiosidade. É aquele que
determina o fim da vida de cada ser humano, é o momento de partir em paz.
Representa o amor, bondade, pureza espiritual, e tudo aquilo que indica positividade.
Filhos de Oxalá:
Os filhos deste orixá são pessoas responsáveis, calmas, tranquilas, até mesmo nos momentos
mais difíceis. São pessoas amáveis e pensativas. Porem também são pessoas que reclamam
muito, como se acham os donos da verdade, que sempre tem razão, acabam sendo
egocêntricos e acabam por reclamar constantemente. Dificilmente se contentam com aquilo
que tem na vida. Tem uma grande tendência a teimosia. Possuem a aura de autoridade e
poder de Oxalá.
Cores: Branco e cristalino
Habitat: praia deserta ou colina
Data comemorativa: 25 de Dezembro
Dia da semana: Sexta-Feira
Ervas principais: camomila, cravo, coentro, arruda, erva cidreira, dentre outras
Cores da Guia: contas branca, leitosas ou de cristal transparente
Saudação: Êpa êpa Babá – Significado Êpa êpa (grande admiração pela honrosa presença);
Babá (pai)

Xangô

Xangô é o Orixá da justiça e da sabedoria, simboliza a lei de causa e efeito, responsável a dar a quem merece o devido castigo e vitória aos que foram injustiçados.

Sincretizado por diversos santos católicos com: São João, São Pedro entre outros. Porem na umbanda é representado por São Jerônimo.

Xangô é quem dá solução às pendências. A maioria dos seguidores que recorrem a Xanô são os que sofrem de injustiças, perseguições espirituais e materiais.

Desse orixá emanam também o saber e a autoridade, é protetor de todos que tem contato com as práticas da lei. Rege tanto a Lei Divina quanto a lei dos homens, de forma imparcial, sem escolher lados. Seu poder é representado pela balança, simbolizando o equilíbrio do julgamento.

A representação de Xangô é feita com um machado o de dois gumes, que também representa a força da justiça que corta para os dois lados (neutralidade do equilíbrio)

É um orixá sedutor e muito vaidoso, que descobriu ter o domínio do Fogo e do Trovão

Filhos de Xangô

Teimosos, impulsivos e conquistadores, os filhos de Xangô dificilmente aceitam opiniões contrárias às suas e estão sempre fazendo seus julgamentos e executando suas leis.

São voluntariosos, energéticos e possuem uma elevada autoestima.

São conscientes de sua importância e suas opiniões serão decisivas em qualquer discussão.

Cores: marrom (castanho)

Habitat: pedreiras, grutas de pedras

Data comemorativa:  30 de Setembro

Dia da semana: Quarta – feira

Ervas principais: Folhas de mangueira, erva lírio, folhas de limooeira, folhas de café, dentre outras.

Cores da guia: contas marrom (castanha)

Saudação: Kaô Kabecilê – Significado Kawô Kabiecile! (yorubá)

Ká (permita-nos); wô (olhar para); Ka biyê si (Sua Alteza Real); le (complemento de cumprimento a um chefe) – “Permita-nos olhar para Vossa Alteza Real”

Oxossi

Oxóssi é o Orixá conhecido como senhor, o patrono da linha dos caboclos é o Rei das matas, portanto todas as espécies de plantas e o reino animal tem ação deste Orixá.

Oxóssi na umbanda, além de ser o senhor das matas – no qual é o rei absoluto – ele também é considerado um caçador de almas, quem procura almas perdidas para catequizá-los.

De Oxóssi emana a altivez que dá coragem a todos.

Ele é um profundo conhecedor das ervas e de seus poderes medicinais, sendo, portanto, um curador poderoso. Sincretizado por São Sebastião.

Encoraja e dá segurança a todos seus seguidores; é conhecido por aliar sua grande força com o bom senso. Assim como Ogum, é lutador, grande guerreiro, está sempre pronto para defender aqueles que se colocam sob sua guarda.

Filhos de Oxóssi

Os filhos de Oxóssi são pessoas mais fechadas e reservadas. Gostam de apreciar a natureza e geralmente são muito desconfiados, mas quando confiam, são amigos para todos os momentos.

São trabalhadores e conseguem manter a mesma expressão, estando felizes ou tristes, pois dificilmente exteriorizam seus sentimentos.

São sempre notados, mesmo que não se esforcem para que isso aconteça. As vezes são pessoas um pouco dispersas “presos no seu próprio mundo”.

Cores: verde

Habitat: Matas

Data comemorativa: 20 de Janeiro

Dia da semana: Quinta – Feira

Ervas principais: aroeira (folha), Samambaia (folhas), palmeira (folhas), erva cidreira, laranjeira (folhas), dentre outras.

Cores da guia: contas verdes

Saudação:  Okê Arô – Significado Okê (monte) ; Arô (titulo honroso dado aos caçadores) “Salve o Grande Caçador”

Ogum

Orixá guerreiro, Ogum é aquele que representa todas as batalhas da vida. Representado por São Jorge, é o orixá protetor contra as guerras e contra diversas demandas espirituais.

Ogum é a força do movimento. É ele quem protege os seguidores da Umbanda e as pessoas que sofrem perseguições espirituais e materiais.

Ogum também é o senhor das estradas, é a jornada do dia a dia e sua responsabilidade é a manutenção da lei e da ordem.

Ogum é o orixá da guerra, mas ele guerreia pela paz. É o senhor com o poder de forjar os metais, por isso é considerado o responsável por uma parte muito importante da evolução humana. Pode ser associado a modernidade e progresso consciente.

Ele é o responsável por manter a ordem e a lei maior dentro dos terreiros e casas de Umbanda.

Filhos de Ogum

Os filhos de Ogum geralmente não se mantem fixos em apenas um lugar, portanto gostam de viagens, do novo, de mudanças.

Apreciam a tecnologia, são curiosos e resistentes. Cheios de vontade, podem ser violentos. Sabem dar respostas de prontidão e tem grande capacidade de concentração.

Coragem e franqueza são características absolutas.

Cores: vermelho e branco

Habitat: mata fechada e estradas longas

Data comemorativa: 23 de Abril

Dia da semana: Terça – Feira

Ervas principais: Espada de São Jorge, aroeira, comigo ninguém pode, dentre outras.

Cores da guia: contas vermelhas

Saudação: Ogunhê ou Patakori Ogun – Significado Ogunhê (brado que representa o força de Ogun) pàtàki (principal); ori (cabeça) – “Muita honra em ter o mais importante dignitário do Ser Supremo em minha cabeça”

Iansã

Iansã (também chamada de Oyá) é a Orixá dos ventos e das tempestades, Rainha dos raios, é responsável pelas transformações e pelo combate à feitiçarias feitas aos seus seguidores, é representada com uma alfanje (foice), a calda de um animal nas mãos e o chifre de um búfalo na cintura. Nas crenças foi esposa de Ogum e Xangô (com quem ficou até o final, sendo seu verdadeiro amor).

Sincretizada por Santa Barbara nos terreiros e casas de Umbanda.  Iansã é bem diferente das figuras femininas centrais da Umbanda e está mais próxima dos terrenos consagrados aos homens, pois ela participa das lutas nos campos de batalha e está longe do lar, não gosta de afazeres domésticos.

Essa Orixá possui muita sensualidade, está sempre apaixonada, é conhecida como a Orixá do arrebatamento da paixão, é dramática, se zanga facilmente e tem triunfos decisivos.

Guerreira, é conhecida também como guardiã dos mortos, pois exerce domínio dobre os eguns. Domino é a palavra-chave dela, pois é a única que conseguiu os segredos de todos os Orixás inclusive de Oxalá e Exu. Com isso carrega com si a autorização e força de todos os Orixás.

A força de sua magia afasta todas as influências do mal e negativas, pois tem o poder de anular os males e cargas de enfeitiçamento.

Filhos de Iansã

Os filhos de Iansã são conhecidos por não levar desaforo pra casa, eles caem pra briga mesmo e ninguém consegue segura-los. Eles são tomados pela fúria do búfalo e sua força é multiplicada por mil. Mas apesar de serem geniosos, filhos de Iansã não são malucos. O tempo fecha só com quem mereceu. A cima de tudo, eles são justos. Só entram numa briga quando sabem que estão certos.

Também são muito leais. Fiéis companheiros, sempre lutam e protegem aqueles que estão ao seu lado. Assim como uma leoa que protege seus filhotes do perigo. No amor, dizem que eles não dão muita sorte, mas afinal de contas, borboletas foram feitas para serem livres. Mas quando se envolvem num relacionamento, é até que a morte os separe mesmo, tamanha lealdade e amor pelo parceiro.

Quando eles chegam nos lugares sua presença é logo notada. Não passam desapercebidos. São muito alegres e descontraídos. Falam alto, fazem piada e fazem amizade muito facilmente. São espalhafatosos e adoram um bom bate papo. São como o vento. São brisa leve de verão, mas o tempo pode virar e uma tempestade de raios e furacões pode te acertar. Tem que saber lidar, tem que saber leva-los.

Correm atrás dos seus objetivos e nunca pedem a ajuda de ninguém. São orgulhosos sim, mas nunca serão mesquinhos. Eles sempre irão dividir as suas alegrias e a sua prosperidade com aqueles que forem merecedores.

Cores: Laranja

Habitat: bambuzal, pedra ao lado de um rio ou campinas

Data comemorativa: 04 de Dezembro

Dia da semana: Quarta – Feira

Ervas principais: Espada de Santa Barbara, cordão de frade, folhas de pessegueiro, flor de laranjeira, alfazema, dentre outras.

Cores da guia: contas laranjas

Saudação: Eparrei Oyá – Significado Eparrê (saudação a um dos raios do Orixá da decisão); Oyá (nome por que é conhecida Iansã) – “Saudação aos majestosos ventos de Oyá!”

Iemanjá

Orixá mais popular, a rainha do mar é a mãe de todos os Orixás, é o trono feminino da geração, a protetora dos marinheiros, pescadores, das viagens pelo mar, e também sobre toda a flora e fauna marinhas.

E além disso, atua no amparo à maternidade, rege de forma absoluta o lar e a família.

Dona dos mares e oceanos, águas essas que, através de sua força, tem o papel de devolver vibrações e trabalhos, pois creem que o mar devolve tudo que nele for jogado e vibrado.

É  sincretizada por Nossa Senhora dos Navegantes. Iemanjá é conhecida pelos mais diversos nomes e codinomes como; Dandalunda, Janaina, Marabô, Princesa de Aiocá, Sereia, Mucunã, Inaê, Isis, Princesa do mar, Mãe de todas as cabeças, etc.

Filhos de Iemanjá:

Maternais e imponentes , os filhos de Iemanjá são pessoas dignas, majestosas e fecundas. Não perdoam facilmente uma ofensa, e quando perdoam, nunca esquecem.

Com o rigor de uma mãe, às vezes podem parecer arrogantes. Apreciam ambientes confortáveis e mesmo quando pobres, mante um certo nível de sofisticação em seus lares.

Amizade e companheirismo são características fundamentais.

Cores: azul claro, branco e prata

Habitat: calunga grande (Mar)

Data comemorativa: 02 de fevereiro

Dia da semana: Sábado

Ervas principais: algas marinhas, trevo, erva quaresma, camélia, jasmim, dentre outras.

Cores da guia: contas azul claro ou transparentes

Saudação: Odoiá –  Significado Odô (rio/águas) iá (amada senhora) “Amada Senhora do Rio (das águas)”

Oxum

Pedras Cachoeira Oxum é a Orixá que domina as mulheres, orixá da fertilidade, do amor e do ouro. Protetora das gestantes e da juventude, é a rainha das águas doces, dos rios, cachoeiras. Deusa da prosperidade, da riqueza.

Representa a beleza e a pureza, a moral e o modelo de mãe. Sincretizada por diversas Nossas Senhoras, na umbanda é sincretizada com Nossa Senhora da Conceição.

Muitas vezes é evocada em prol da limpeza fluídica dos seguidores e do ambiente dos templos, buscada para solucionar problemas financeiros ou do amor.

Segundo a Umbanda, ela é o exemplo de mãe que nunca desampara seus filhos e ajuda a qualquer pessoa.

Filha de Iemanjá e Oxalá, o seu nome é derivado do rio Osun, que fica na região da Nigéria.

Filhos de Oxum

Os filhos de Oxum são pessoas muito vaidosas, amam espelhos, jóias, ouro e se mostram sempre de forma impecável.  Simbolizam o charme, a beleza e a sensualidade.

Porem são reservados e não gostam de chocar a sociedade. São pessoas ambiciosas, que almejam sua ascensão social.

Tratam as pessoas com um carinho maternal e são muito sentimentais. O próprio lar é o lugar preferido dos filhos de Oxum.

São pessoas que na sua maioria agem mais com a emoção do que com a razão.  Os filhos de Oxum são estrategistas, sempre buscam um objetivo. São doces por fora, mas muito fortes e determinados por dentro.

Muitos se enganam com os filhos de Oxum, normalmente são pessoas calmas, tranquilas e pacificas, para eles ficarem bravos e brigar, têm de ter um bom motivo, mas quando o fazem, também custam a serenar. Não se deixam enganar fácil.

Cores: Amarelo ouro

Habitat: Cachoeiras, rios e lagos.

Data comemorativa: 08 de Dezembro

Dia da semana: Sábado

Ervas principais: Camomila, gengibre, erva cidreira,, dentre outras.

Cores da guia: contas amarelas

Saudação: Ora iêiiê ô – Significado “Salve a Senhora da bondade!”

Pretos Velhos

Quem tem aquele costume antigo de pedir a benção das pessoas mais velhas, e de adquirir conhecimento por meio das fantásticas histórias que eles já viveram, irá se emocionar com uma gira de Preto Velho.

Os pretos velhos na Umbanda são os nossos grandes conselheiros, sempre com palavras doces e meigas. Nos mostram principalmente a humanidade, a paciência, o amor e a caridade, apesar de a maioria ter sido escravos, ajudam a qualquer um que lhe pedir ajuda, sem pedir nada em troca, optaram por orientar todos que confiam em sua sabedoria e manter toda força e poder para abrir caminhos, por isso nunca os julguem por sua aparente fragilidade física, pois a energia que carregam em seu peito os motivam a alcançarem pontos inimagináveis.

Os pretos velhos não necessariamente são espíritos de negros escravos, hoje vê-se em terra espíritos nesta linha que foram hindus, orientais entre outros que se assemelham com o trabalho desta linha. Mas a maioria ainda são de negros que encarnaram na mãe África, principalmente em Angola, Congo, Moçambique e Guiné e também aqueles que encarnaram no Brasil.

É fácil conhecer um preto velho em terra pois os aromas das ervas queimadas em seus cachimbos tomam conta do ar, alguns usam bengalas ou cajados, as pretas com seus lenços e mantas, ou até mesmo seu chapéu de palha.

Esta linha trabalha em seus passes a magia Divina, manipulando com maestria o uso de ervas. A Linha para a qual trabalha está direcionada ao mistério Ancião, e tem como fundamento proporcionar a evolução dos seres. Em seus atendimentos ele abre o caminho, limpando a mente, físico e espírito de cada um o colocando no caminho correto para a felicidade por meio da compreensão.

O Preto Velho representa a força, a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade. São, para aqueles que o procura, o sábio que cura, ensina e educa; atende aos encarnados e desencarnados necessitados de luz e de um caminho a trilhar.

Por isso podemos dizer que dentro de um terreiro de Umbanda quem manda são os pretos velhos, nada se faz ou acontece sem a aprovação deles, Exu não move uma unha sem autorização de um preto velho.

Cores: Preto e Branco

Comidas: Bolo de fubá, bolo de milho, tutu de feijão, doces naturais, frutas, dentre outras.

Bebidas: café, batida de coco, cachaça, dentre outras.

Local de entrega: Lugar bonito, cheio de paz ou indicado pela entidade.

Data comemorativa: 13 de Maio

Dia da semana: Domingo

Ervas principais: alecrim, arruda, guiné, alfazema, benjoim, dentre outras.

Saudação: Adorei as Almas

Erês

Erês, Ibeji, Ibejada diversos são os nomes dado as crianças na Umbanda, sincretizados aos santos católicos Cosme e Damião (duas divindades gêmeas). Protetor das crianças e determinados para a regência da infância até a adolescência. São muito ligados a linha das almas (pretos e pretas velhas), sempre pedindo sua benção.

Abençoam os partos, os lares, trazendo saúde e prosperidade. Estão relacionados a tudo que brota, que se inicia: a nascente de um rio, o nascimento dos seres humanos, o germinar as plantas. Valorizam as brincadeiras, o sorriso, a alegria, a espontaneidade e a ingenuidade; enfim, tudo que se possa associar ao comportamento típico – infantil.

Na umbanda os erês tem uma grande importância em seus rituais, são sempre cultuados para trazerem harmonia, alegria e união. Os trabalhos de uma entidade dessa é tão forte que nenhuma outra entidade consegue desfazer, pois eles trabalham com um amor e uma pureza tão grandiosa que não se igualam.  Embora as crianças brinquem, dancem, cantem e ate mesmo dormem, exigem respeito para o seu trabalho, pois atrás dessa vibração infantil, se escondem espíritos de extraordinários conhecimentos.

Os erês não se enganam nunca, não devemos esquecer que estamos em contato com uma energia infantil, a qual não devemos nada prometer se não pudermos cumprir. Erê ajuda sempre aos que lhes são simpáticos a troco de nada, no entanto, se prometermos teremos que cumpri.

As giras de Erê são consideradas um momento de grande alegria, onde as vibrações de esperança e descontração reafirmam a certeza de que a vida há de ser sempre bela e alegre. O elemento e força da natureza correspondente dos erês são todos, pois ele poderá, de acordo com a necessidade, utilizar qualquer dos elementos.

Apensar da aparência frágil, são verdadeiramente fortes e conseguem atingir o seu objetivo com uma força imensa, atuam em qualquer tipo de trabalho.

Cores: Rosa e Azul

Comidas: Balas (rebuçados), pirulitos (chupas), doces de qualquer tipo, dentre outros

Bebidas: água, suco de frutas, guaraná

Local de entrega: Parques, jardins, lugares que crianças frequentam

Data comemorativa: 27 de Setembro

Saudação: Erês ou Oni, beijada! – Significado Erês (yorubá) “diversão e brincadeira”  Oni, beijada “Ele é dois!” , saudação igual a dos orixás Ibeji.

Baianos

De um modo geral, os baianos são tidos como pessoas alegres e teimosas em afirmar sua identidade cultural. Os baianos da Umbanda, são guias que mesclam características da direita e da esquerda, nas giras ele se apresenta com forte traço regionalista, principalmente em seu modo de falar cantado, diferente, eles são “do tipo que não levam desaforo para casa”, possuem uma capacidade de ouvir e aconselhar, conversando bastante, são carinhosos e passam segurança ao consulente que tem fé.

É uma linha que traz uma mensagem de conforto, por estar mais próxima do nosso tempo. São os espíritos responsáveis pela “esperteza” do homem em sua jornada terrena. No desenvolvimento de suas giras, os baianos trazem como mensagem e forma e o saber lidar com as adversidades de nosso dia-a-dia, com a alegria, a flexibilidade, a magia e a brincadeira sadia.

Os baianos representam a força do fragilizado, o que sofreu e aprendeu na “escola da vida” e, portanto, pode ajudar as pessoas. O reconhecido caráter de bravura e irreverência do povo brasileiro, isso mesmo, não necessariamente os baianos serão só o povo nascidos na Bahia e sim todo o povo brasileiro (indiferente de sua região).

É uma linha responsável por desmanchar demandas, são conselheiros orientadores. A gira de baianos nada mais é do que a alegria de um povo que foi e é sofrido, mas que não perde a esperança por possuir uma fé inabalável e uma experiência em lidar com problemas.

Com seus cocos, azeite de dendê, comidas típicas, realizam trabalhos em prol da evolução espiritual de todos. São espíritos mais próximos de nós, e conseguem facialmente transformar a triste em alegria e esperança.

Cores: Amarelo

Comidas: coco, cocada, farinha de mandioca, dentre outras.

Bebidas: água de coco, cachaça, batida de coco, dentre outras.

Local de entrega: próximo de igrejas

Data comemorativa: 25 de Novembro

Cores da guia: guia de linha neutra (contas coloridas de todas as linhas)

Saudação: É da Bahia meu Pai.

Boiadeiros

Os boiadeiros são entidades que representam a natureza desbravadora, romântica, simples e persistente do homem do sertão. São Vaqueiros, Boiadeiros, Laçadores, Peões, Tocadores de Viola. O mestiço brasileiro, filho de branco com índio, índio com negro etc.

Os boiadeiros, de modo geral, utilizam chapéus de vaqueiro, laços de corda, chicote de couro entre outras coisas que lembram sua vida no campo e fazendas. Trabalharam com gados, cavalos, plantações, gostam de canções antigas que expressam o trabalho com o gado e a vida simples das fazendas, nos ensinando a força que o trabalho tem e passando, como ensinamento, que o principal elemento da sua magia é a força de vontade, fazendo assim que consigamos uma vida melhor e farta.

Traz o seu sangue quente do sertão, o cheiro de carne queimada pelo sol das grandes caminhadas sempre tocando seu berrante para guiar o seu gado, habilidoso, valente e de muita força física.

Com seus chicotes e laços vão quebrando as energias negativas e descarregando os médiuns, o terreiro e as pessoas que ali estiverem. Os fortalecendo dentro da mediunidade, abrindo as portas para entrada dos outros guias e tornando-se grandes protetores. Também representam a humildade, representam a força de vontade, a liberdade e a determinação que existe no homem do campo e a sua necessidade de conviver com a natureza e os animais, sempre de maneira simples, mas com força e fé muito grande.

Aprenderam com os indos o respeito com a natureza e o manuseio das ervas, plantas e curas, com os negros aprenderam sobre os Orixás, mirongas e feitiços e com os brancos aprenderam sua religião, língua entre outras coisas.

Cores: Amarela e Marrom (castanho)

Comida: Arroz tropeiro, virado de feijão, frutas, dentre outras.

Bebidas: cachaça, pinga, vinho, dentre outras

Local de entrega: Campinas

Data comemorativa: 27 de Agosto

Cores da guia: guia de linha neutra (contas coloridas de todas as linhas)

Saudação: Jetuá, Boaideiro! – Significado “Salve aquele que possui braço forte, Boiadeiro!”

Ciganos

Ciganos é uma linha de trabalhos espirituais que busca seu espaço próprio, pela força que demonstram em termos de caridade e serviços a humanidade. Seus préstimos são valiosas contribuições no campo do bem-estar pessoal e social, saúde, equilíbrio físico, mental e espiritual.

São entidades oriundas de um povo muito rico de estórias e lendas, foram na maioria andarilhos que viveram em comunidades. Tem na sua origem o trabalho com a natureza, a subsistência através do que plantavam e o desapego as coisas materiais.

Seus fundamentos são simples, trabalham com as energias do oriente, com cristais, incensos, pedras energéticas, com as cores, com os quatro sagrados elementos da natureza.

Santa Sara Kalli é sua orientadora para o bom andamento das missões espirituais. Ciganos na umbanda trabalham para o progresso financeiro e para causas amorosas. Cheios de simpatias espirituais, trabalham para cura de doenças (principalmente espirituais).

O povo cigano é guardião da liberdade, seu lema é “O céu é meu teto; a Terra é minha pátria e a liberdade minha religião”, traduzindo um espirito essencialmente nômade e livre dos condicionamentos das pessoas. A vida é uma grande estrada, a alma é uma pequena carroça e a Divindade é o carroceiro.

Em sua maioria, os ciganos são artistas, exímios ferreiros, fabricando seus próprios utensílios domésticos, suas jóias e suas selas. A prática da Quiromancia para o Povo Cigano não é um sistema de adivinhação, mas, acima de tudo um inteligente esquema de orientação sobre o corpo, a mente e o espirito; sobre a saúde e o destino.

A família é a base da orientação social dos ciganos, esse povo canta e dança tanto na alegria como na tristeza pois para eles a vida é uma festa e a natureza que o rodeia a mais bela e generosa anfitriã. São tão peculiares dentro do seu próprio código de ética, honra e justiça, senso, sentido e sentimento de liberdade que contagiam qualquer um e sistema.

Durante giras com ciganos não é comum vermos trabalhos de quebra de demandas ou algo mais pesado. Simplesmente porque eles estão presentes para ensinarmos a encararmos os obstáculos da vida e entender o seu fluxo natural. Eles querem que todos percebam que tudo é opcional, a dor também, e que somos livres para buscarmos o que nos trará a verdadeira felicidade.

Cores: Todas as cores (exceto o preto)

Comida: Frutas (diversas), pães, mel, especiarias, dentre outras

Bebidas: Vinho tinto e branco, ponches, água

Outros materiais: Flores, lenços, fitas coloridas, leques, incensos, dentre outros.

Local de entrega: Rua ou encruzilhada

Data comemorativa: 24 de Maio

Cores da guia: guia de linha neutra (contas coloridas de todas as linhas)

Saudação: Arriba Povo Cigano!

Marinheiros

Os Marinheiros atuam na linha das águas (junto com Iemanjá, Oxum e podendo atuar com Nanã). São entidades associadas ao povo do mar como capitão, marinheiro, marujo, navegador, pessoa de população ribeirinha, pescador, canoeiro, pirata, entre outros. Que em vida empreendiam e/ou viajam pelos mares, enfrentando toda sorte de infortúnios.

Os marinheiros trazem com seu jeito a dispersão de fluidos oriundos do baixo astral, ótimos guias para desmanche de feitiçarias, bebericando seu rum, conhaque ou cachaça apesar de seu modo cambaleante, estão mantendo o equilíbrio encimando ondas vibratórias densas que emanam de energias maléfica. Eles realizam passes de cura e descarrego, fluidificando e energizando o médium e a assistência.

Seus concelhos e mensagens são sempre cheios de esperança e fé, porem essa falange costuma ir direto ao ponto, de forma prática e direta, sem rodeios, porém de forma muito acolhedora aos consulentes. São fortes, pois enfrentam guerras e mares agitados, mas também conheceram a calmaria e a bonança. Assim, conseguem atingir fundo as almas dos aflitos que costumam procura-los em busca de auxílio.

Os marinheiros de Iemanjá (que é pólo positivo e irradia energia, da calunga grande: o Oceano) levam essas boas vibrações aos seus filhos, distribuindo assim o amor da Mãe das Águas para todos aqueles que necessitam de seu amparo.

É importante apontar que para esse Guia chegar a exercer suas atividades, ele precisa de muito preparo pois no mar ele tem que aprender a lidar com a energia de praticamente todos os Orixás para encontrarem estabilidade, ou seja, são as forças naturais presentes naquele ambiente que devem ser respeitadas para o alcance de equilíbrio, estão dentre elas: os tufões de Iansã, as correntes marinhas de Ogum, os raios de Xangô, os bancos de areia de Omulu e a calmaria de Oxalá por exemplo.

A vibração que eles trazem ao terreiro é de grande comemoração e alegria. Costumam ser muito agitados e brincalhões e têm uma característica bem interessante: assim que chegam ficam cambaleando, como se estivessem bêbados. Essa situação confunde muito as pessoas que não conhecem seus “trejeitos”, pois esse desiquilíbrio não possui relação alguma com bebida, e sim com o balanço do mar. Eles entram para o trabalho totalmente envoltos nas ondas da energia de Iemanjá e é por isso que ocorre a tontura e desiquilíbrio inicial.

Esses movimentos também liberam energias ondulares que por sua simples presença já começam a limpeza de tudo que é negativo no local, são das águas que a vida surge, ela é carregada de emoção e sentimentos de aconchego e motivação. Portanto, a limpeza espiritual em uma Gira de Marinheiro parte justamente das emoções das pessoas que ali estão

Cores: Azul escuro

Comidas: Manjar branco, coco, mel, cravo, dentre outros

Bebidas:  Rum, cachaça, conhaque, dentre outras.

Local de entrega: Praia

Data comemorativa: 13 de Dezembro

Cores da guia: guia de linha neutra (contas coloridas de todas as linhas)

Saudação: Salve o povo do Mar! ou Salve a Marujada!

Exus e Pombagiras

A palavra Quimbanda, da língua portuguesa, apesar de se originar da palavra africana, é uma linha diferenciada de trabalhos espirituais dentro da Umbanda, os chamados trabalhos de Esquerda da Umbanda, mais focada em trabalhos com entidades específicas como Exús, Pombagiras, Exu-Mirim, alguns Pretos Velhos e alguns Caboclos quimbandeiros. As entidades quimbandeiras, de acordo com a cosmologia umbandista, manipulam forças negativas, o que não significa que sejam malignos. Geralmente estão presentes em lugares onde possam haver kiumbas, obsessores, também conhecidos como espíritos atrasados. Trabalham arduamente para anular e neutralizar demandas pesadas enviadas aos frequentadores ou filhos do terreiro.

Exus e Pombagiras na umbanda: corresponde à vibração energética de um espirito que já conheceu as profundezas do mal e do apego à matéria e agora decidiu trabalhar apenas para a Luz. Sendo assim, nada mais indicado que um Exu para cuidar de questões cármicas mais sérias e materiais dos homens e para protege-los daqueles que ainda não decidiram caminhar para o bem e para a Luz. Exús e Pombagiras são espíritos de luz da Umbanda que nos protegem nas áreas pessoais, afetivas, profissionais e financeiras.

Hoje em dia; encontram-se em um estado evolucionário superior, que permite ajudarem a quem recorrer a eles, vencendo problemas e diversos obstáculos da vida. À medida que ajudam os encarnados, encontram também evolução espiritual; sendo uma troca mútua de boas energias. Essas entidades tem uma vibração energética muito alta, e trabalham em questões práticas do dia a dia com muita eficiência. Atuam com maestria.

Exus trabalham para o bem, trabalham em busca da evolução e da pratica do bem, portanto ao contrário dos mitos envolto, os Exus trabalham para resolver os assuntos imediatos, mas nunca prejudicar alguém, sua função também está em defender a porteira dos terreiros.

As moças, chamadas assim de forma carinhosa, geralmente ajudam nas situações mal resolvidas do coração (não que seja uma regra).

Como esses guardiões são protetores, precisam afastar e espantar o mal, conhecem as vibrações dos espíritos mais baixos e alguns dos mecanismos que tem para afastá-los, marcando o território com risadas, tridentes, passadas bruscas e palavrões (dependendo das exigências e regras das casas).

Essa linha conhece o bem e o mal de perto e ainda vibram em frequência próxima à matéria, sendo os primeiros a nos ajudar com questões materiais. São sempre muito honestos e costumam deixar bem claro para o consulente a responsabilidade por suas escolhas e ações.

Eles são os guardiões dos caminhos, soldados dos Pretos-Velhos, emissário entre os homens e os Orixás, lutador contra mal, sempre de frente, sem medo, sem mandar recados, responsáveis pela estabilidade astral.

Em seus trabalhos cortam demandas, desfaz trabalhos, feitiços e magia negra, feitos por espíritos malignos. Ajudam nos descarregos e desobsessões retirando os espíritos obsessores, e os encaminhando para a luz ou para que possam cumprir suas penas em outros lugares do astral. Quando a Lei deve ser executada, eles a executam da melhor maneira possível doa a quem doer.

Cores: Preto, Vermelho ou Preto e Vermelho

Comidas: Exu – farofa de milho com cebola, pimenta e azeite de dendê. Pombagira – farofa doce, morangos, cerejas. Dentre outras

Bebida: Exu – Whisky, conhaque, marafo. Pombagira – Vinhos, espumantes, dentre outros.

Local de entrega: Rua, encruzilhada ou cemitério

Datas comemorativas: 13 de Junho (Exu) – 08 de Março (Pombagira) – 06 de Janeiro (Exu-Mirim)

Dia da semana: Segunda-Feira

Cores da guia: contas preta e contas vermelha

Saudação: Laroyê exú! (yorubá) “Saudação amiga à Exú”

Gostavamos de agradecer ao nosso amigo Giodano Bueno, que fez a grande maioria destas imagens.
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Morada: Av .Movimento das Forças Armadas, 90B - R/C - Abrunheira

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" Ser da Umbanda é viver a Umbanda no seu todo, ou seja, em seu dia-a-dia, não se resume apenas aos dias de gira no terreiro. A função do filho de Umbanda é zelar pelo bem de todos, cuidar da natureza, prestar atenção nos sinais que nos são dados todos os dias. "
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